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Bumbum novinho em folha!

 Atenção, menina: ainda há tempo de ajustar suas medidas ao biquíni de seus sonhos. Os tratamentos prometem efeito quase instantâneo para um bumbum durinho, redondo e, é claro, sem celulite.
por Marina Bessa, fotos Dárcio Tutak
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Cintura fina, quadris redondos e bumbum empinado sempre foram a marca registrada das brasileiras. Esse corpinho de violão, que fez fama mundo afora, é bonito, sim, mas oferece alguns riscos. “As brasileiras são do tipo ginóide, ou seja, costumam acumular gordura nos quadris, nos glúteos e nas coxas”, explica a fisioterapeuta Elisângela Rodrigues, de São Paulo (SP). Bem dosadas, essas gordurinhas formam curvas generosas, que a gente adora. Os excessos, no entanto, adivinha onde vão parar? Lá mesmo, abaixo da cintura... E uma vez acumulados, a celulite chega de brinde. Como se não bastasse, os músculos do bumbum são especialmente atingidos pela lei da gravidade, por isso é tão difícil mantê-los firmes.
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Mas, calma. Uma alimentação balanceada e uma rotina de exercícios garantem a boa forma. Se a malhação não tiver dando conta do recado, a medicina estética e a tecnologia podem dar um empurrãozinho. Elas têm trabalhado unidas para resolver nossos problemas.
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O laser, por exemplo, vem sendo usado para atacar a celulite e um derivado do petróleo virou alternativa ao silicone nos glúteos. Já os consagrados estímulos elétricos continuam com tudo no combate à flacidez e prometem resultados satisfatórios para antes da temporada praia. Quer conferir?
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Melhorar o contorno, endurecer, alisar: tudo para acertar suas curvas
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Adeus, furos
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Nome do tratamento: Slim Tri Active Laser.
O que é: o tratamento une três procedimentos em um único aparelho. “A drenagem linfática favorece a circulação e desmancha os nódulos de gordura, a crioterapia provoca uma baixa de temperatura local, causando vasoconstrição seguida de vasodilatação, o que ajuda na reabsorção do inchaço da celulite, e o laser estimula a produção de colágeno e atua na destruição dos nódulos”, diz o especialista em medicina estética Antônio de Oliveira Filho, da clínica Slim Spa Urbano, em São Paulo.
Indicação: celulite.
Como são as sessões: em sessões de 50 minutos, o aparelho, com três funções num só massageador, é deslizado pelas partes do corpo afetadas.
Primeiros resultados: a partir da décima sessão.
Mínimo de seções: dez.
O dia seguinte: não há reação.
Contra-indicação: grávidas e pacientes com infecção no local.
Preço: 120 reais por sessão.
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Eu fiz
“Sou adepta dos tratamentos estéticos: nos últimos seis anos, testei inúmeras possibilidades que prometiam acabar com a celulite. Havia alguma melhora, mas o problema voltava depois de um tempo. Agora decidi levar a sério o objetivo de me cuidar. Voltei a fazer exercícios, comecei uma dieta e resolvi testar um novo tratamento para celulite. Me interessei pela terapia com laser porque conheço suas aplicações e resultados positivos na tonificação da pele em outras áreas da medicina. Por ser associado à drenagem linfática, fiquei confiante. Estou na sétima sessão e já noto uma melhora na consistência da pele, mas só depois da décima aplicação saberei se valeu a pena. O tratamento é muito mais tolerável que os outros: sem agulhas, sem choques, sem inchaços. Custa mais caro, mas, para eu me sentir bem, não faço economia.
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”3 em 1"
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Nome do tratamento: S1 Slimmig, F1 Firmming e Skintonic.
O que é: o pacote atua em três frentes. “O S1 Slimming emite estímulos intensos por meio de eletrodos colocados no corpo da paciente”, explica Elisângela Rodrigues, fisioterapeuta da clínica Dicorp, em São Paulo. Também por meio de estímulos elétricos, o F1 Firmming trabalha um músculo por vez. Já o Skintonic faz a sucção e a pressão para aumentar a circulação sanguínea e ativar a produção de colágeno e elastina, recuperando a tonicidade dos tecidos.
Indicação: celulite, gordura localizada e flacidez.
Como são as sessões: em sessões independentes, o S1 e o F1 são aplicados nos glúteos por 20 minutos. A massagem com o Skintonic, em todo o corpo, dura 45 minutos.
Cada aparelho é aplicado três vezes na semana.
Primeiros resultados: a partir da sexta sessão.
Mínimo de sessões: dez de cada aparelho.
O dia seguinte: os músculos podem ficar doloridos, como depois da ginástica.
Contra-indicação: mulheres com pinos ortopédicos ou grávidas não podem se submeter à corrente elétrica. Não há restrições para o Skintonic.
Preço: o pacote com dez sessões de cada aparelho custa 1300 reais. Isolada, a seção de S1 ou F1 custa 39 reais e a de Skintonic, 64 reais.
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Eu fiz
“Há um ano e meio optei pelo tratamento com estímulos elétricos pela primeira vez para vencer a flacidez. Em menos de um mês, estava com um bumbum de uma menina de 15 anos! O F1 é dolorido, mas compensa. O resultado durou cerca de oito meses. Este ano decidi repetir a dose. Serão necessárias 15 sessões de cada aparelho. Estou na quinta e já sinto a diferença. Quando lembro do resultado que obtive da primeira vez, acho que o investimento vale a pena.”
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Antidepressão
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Nome do tratamento: preenchimento com poliometilmetacrilato.
O que é: aplicação de um derivado do petróleo que
era usado até então para colar ossos e corrigir pequenas imperfeições na face. A substância age nos tecidos estimulando a agregação de fibroblastos, células produtoras de fibras, e a formação de novos vasos sanguíneos,
o que acaba aumentando o volume da região.
Indicação: cicatrizes profundas, imperfeições do glúteo
e aumento de volume.
Como são as sessões: a aplicação é feita com anestesia local e o produto, semelhante a um gel, é introduzido através de uma cânula. “Se o objetivo é aumentar o volume, o gel é colocado sob a última camada da musculatura glútea. Para corrigir deformidades, é introduzido mais na superfície”, explica o cirurgião vascular Márcio Dantas de Menezes, de Londrina (PR). Por sessão, usa-se até 20 ml em cada glúteo.
Primeiros resultados: a partir da primeira sessão.
Mínimo de sessões: uma.
O dia seguinte: o local pode ficar dolorido.
Contra-indicação: grávidas, diabéticos e pacientes com função renal alterada.
Preço: para pequenas aplicações, o mililitro custa 120 reais. O aumento de volume, feito normalmente com, no máximo, 80 ml em cada glúteo, custa 4500 reais.
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Eu fiz:
Eu fiz “Tinha um glúteo maior que o outro. Me incomodava muito. Para disfarçar, só usava calça com bolso. Procurei um cirurgião plástico, mas não gostei dos resultados que vi. Um dia descobri esse método de preenchimento e resolvi procurar o médico. A aplicação é simples e indolor. O incômodo nem se compara com o de uma cirurgia. Melhor: o resultado — natural e sem cicatrizes — apareceu na primeira aplicação. Já fiz quatro sessões. Mesmo faltando duas, já fico à vontade para usar calças sem bolsos.”
Link: Boa Forma.
SOS Verão:
30 dicas para arrasar na praia
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E aí, dá para se garantir? Caso a resposta seja negativa, não se desespere, é possível colocar ordem na casa com força de vontade e determinação. Veja 30 dicas de beleza para chegar arrasadora ao verão.
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Rosto
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Inclua três passos para deixar seu rosto saudável e jovem: limpar, tonificar e hidratar. Adote essa rotina simples de manhã e à noite, com uma diferença: de manhã, você aplica hidratante com filtro e, à noite, renova com cremes à base de alfa-hidroxiácidos.
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Mantenha olhos e boca bem cuidados: afinal, a tendência é eles sofrerem muito com os abusos. Comece usando produtos para a área dos olhos de manhã e à noite. Eles suavizam olheiras e rugas, além de deixar a pele hidratada. Vale também adotar óculos escuros com fator de proteção solar (FPS). Em relação à boca, mantenha os lábios hidratados e prefira batom e gloss também com proteção contra os raios nocivos do sol.
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Invista na gommage facial uma vez por semana: há cosméticos com essa finalidade, mas você também pode providenciar uma receita caseira simples, misturando sal marinho com creme hidratante. O ritual vai remover células mortas e impurezas acumuladas na superfície e deixar a face lisinha para a ação dos cremes.
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Faça limpeza de pele sempre que necessário: cravinhos espalhados pela testa, nariz e queixo conferem um aspecto de desleixo. Nem pense em se arriscar na "espremeção" caseira, procure serviços de bons profissionais em clínicas estéticas ou dermatológicas.
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Não saia de casa sem filtro solar: use fator de proteção (FPS) no mínimo 30 para o rosto e 15 para o corpo. Se quer ir tonalizando a pele do rosto também aos poucos, aplique auto-bronzeador facial seguindo rigorosamente as instruções da embalagem para não ganhar manchas. Mas, o uso de um produto não inviabiliza o emprego do outro.
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Corpo
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Ingira líquidos diariamente: beba, no mínimo, 1,5 litro de água filtrada ou mineral por dia. Ela é essencial para o bom funcionamento geral do organismo, ajudando em funções vitais como o controle da temperatura corporal.
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Mude seus hábitos alimentares: procure reduzir ao máximo a ingestão de itens engordativos e com calorias vazias, sem valor nutricional. Habitue-se a comer alimentos saudáveis, como frutas, legumes, verduras, carnes magras, peixe branco, frango sem pele e soja. Fontes de cálcio auxiliam no emagrecimento, segundo apontam estudos recentes. Ingerir uma salada antes do prato principal gera saciedade e faz comer menos. Como último recurso, se precisar, freqüente um grupo de emagrecimento ou consulte um nutricionista.
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Recheie o cardápio com alimentos ricos em betacaroteno: ele acelera a síntese de vitamina A, que auxilia na produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. Em outras palavras, faz a epiderme ganhar uma corzinha mais rapidamente. Mas, preste atenção: não é para dispensar o filtro solar, ok?
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Troque o jantar por uma refeição líquida: o mais recomendado é que você consuma um prato de sopa de legumes e verduras. Porém, preste muita atenção para não consumir sal ou molho shoyo em exagero, já que esses temperos ajudam a reter líquido no corpo.
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Fracione e valorize cada refeição: você precisa comer para emagrecer. Isso significa fracionar ao máximo as refeições, incluindo desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Em todas essas ocasiões, você vai se servir de pouca comida e com itens leves e saudáveis.
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Inclua no cardápio frutas diuréticas: além de nutritivas, elas trazem outras vantagens como o melhor funcionamento do intestino e a eliminação de líquidos. Ameixa, morango, pêra e maçã com casca, por exemplo, possuem propriedades laxantes e são pouco calóricas.
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Contrate um personal trainer: pelo menos por esses três meses de trabalho, de setembro a dezembro, período em que quer focar sua preparação para o verão. Ele irá analisar cada problema do seu corpo e elaborar uma planilha que contemple os entraves e leve em conta suas necessidades e seus objetivos.
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Mude a rotina para queimar calorias: acostume-se a andar a pé o máximo que puder. Caminhar ajuda a afinar a silhueta enquanto lhe proporciona a chance de refletir sobre seus problemas.
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Experimente uma atividade física nova: pode ser na academia ou fora dela, não importa. Isso vai dar um pique extra para mexer seu corpo. Dica: aulas de dança, como as de salão, são lúdicas, divertidas e queimam um batalhão de calorias de uma só vez.
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Intensifique os exercícios: se já está malhando, veja se não é o caso de adquirir um treino específico para deixar seu corpo tinindo em pouco tempo. Caso seja sedentária, saia já desse marasmo.
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Freqüente uma clínica de estética: uma boa série de intervenções contra celulite, flacidez, gordura localizada e estrias pode dar aquela força extra. O sucesso desse investimento será tanto maior se, paralelamente, você estiver cuidando da alimentação e malhando com regularidade. Algumas informações para pensar: cremes anticelulite, com cafeína e chá verde, melhoram a aparência da epiderme e, de fato, minimizam o aspecto casca de laranja; a drenagem linfática, dependendo do metabolismo, reduz medidas em até 8 cm; simples sessões de ultra-som ou massagens lipolíticas combatem gordura localizada e celulite.
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Hidrate a pele do corpo: para começar, escolha produtos específicos para seu tipo de pele. As normais pedem fórmulas leves, com mais água e menos óleo, enquanto as secas se dão bem com as à base de óleo ou uréia, que impedem a descamação. Já as mistas requerem formulações em gel ou gel-creme, suaves e facilmente absorvidas.
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Transforme o banho em uma massagem: para fazer isso, basta uma esponja e disposição. Despeje sobre ela sabonete líquido (ou esfregue a versão em barra mesmo, se não tiver) e massageie no corpo todo, com movimentos circulares e ascendentes. Isso irá remover as células mortas e ativar a circulação sangüínea. Peles sensíveis ou ressecadas pedem esponjas de celulose, enquanto as oleosas vão bem com as vegetais. Quantas vezes por semana? Duas ou três.
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Exfolie o corpo uma vez por semana: use um produto especial, que contém grânulos capazes de promover uma massagem vigorosa na superfície da pele. Esse processo traz alguns benefícios, como a renovação das células e a preparação da epiderme para os cosméticos que serão aplicados depois. O melhor horário para a gommage é após o banho, quando os poros estão mais abertos por causa do vapor do chuveiro.
Site: Terra Beleza
Experts da dermatologia


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Lígia Kogos, Adriana Vilarinho, Claudia Miki e Célia Sampaio são tão famosas quanto suas clientes. Conheça alguns segredos das dermatologistas das estrelas da TV e saiba como deixar sua pele impecável .
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Eliana, Hebe Camargo, Amanda Françozo, Ana Hickmann, Amauri Jr, Isabeli Fontana, Isabela Fiorentino e Carolina Dieckmann. Este time de celebridades ostenta uma tez radiante, mesmo após passar horas embaixo de refletores. Qual o segredo das celebridades para manter uma aparência perfeita, sem ruguinhas, espinhas e marcas de expressão?
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Estas estrelas entregam os cuidados com a pele às médicas Lígia Kogos, Adriana Vilarinho, Claudia Miki e Célia Sampaio, integrantes do time de profissionais mais requisitadas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além de terem uma agenda repleta de clientes estrelados, suas clínicas oferecem alguns dos melhores e mais modernos tratamentos dermatológicos do País.
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Estas quatro experts em pele revelaram com exclusividade ao Guia da Semana seus cuidados dermatológicos diários. Aprenda com elas a como cuidar da pele para manter a saúde e a beleza por muito mais tempo, ostentando uma aparência mais jovem e bonita.
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No mundo da beleza e estética há uma grande diversidade de tratamentos e produtos que eliminam as indesejáveis rugas, manchas, flacidez, estrias, acne, celulite, entre outros problemas que tiram o sono das mulheres. "Nós buscamos tantas coisas na vida, como o amor, a felicidade, a segurança, por que não podemos buscar a beleza? Atualmente, a medicina oferece infinitos recursos que, sendo utilizados com bom senso e equilibro, atenuam o desgaste do passar dos anos, colaborando para uma aparência de idade indefinida.", afirma a dermatologista Lígia Kogos.
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Vaidosa e cuidadosa, a médica gosta de experimentar novos tratamentos antes de oferecer a suas clientes. "Já fiz preenchimento, botox e minha mais recente investida foi na terapia foto dinâmica, que é ótima e não afeta tanto a pele quanto os peelings. Na clínica, as funcionárias têm acesso a todos os tratamentos oferecidos, desde a faxineira até a secretária, então, sempre que tem alguma novidade sentimos os efeitos na pele, literalmente, antes de adotarmos o procedimento.", afirma.
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A cirurgiã plástica Célia Sampaio é outra fã dos tratamentos dermatológicos oferecidos em sua clínica, em São Paulo. "Já fiz lipoaspiração, cirurgia nas pálpebras, preenchimento, botox, carboxiterapia. Além disso, acho importante cuidar da saúde como um todo, por isso trato a parte hormonal com a endocrinologista da minha clínica, a Dra. Fátima Palone, que analisa qualquer alteração nas glândulas e hormônios.", completa.
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A médica é diretora científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME) e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e defende que o principal cuidado com a pele é tratá-la com o cuidado que todo órgão do corpo humano precisa. "A pele é o maior órgão do corpo, ela reveste tudo, é a nossa primeira defesa contra o ambiente e recebe diretamente o frio, o calor e a irradiação solar. Por isso, a pele deve ser tratada com o mesmo cuidado que temos com o coração, por exemplo.", alerta Célia.
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Já a dermatologista Adriana Vilarinho é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Francesa de Mesoterapia e cuida das peles de tops como Daniela Cicarelli e Gisele Bundchen. Ela também não deixa de testar novidades como os peelings químicos; o fraxel, que ajuda no rejuvenescimento; o thermacool, para a flacidez do rosto e pescoço; e os preenchimentos faciais. Além disso, ela faz drenagem linfática duas vezes por semana e recentemente experimentou o velashape para o tratamento da celulite e garante que obteve ótimos resultados com o tratamento. "Também já fiz depilação a laser e recomendo para todas as mulheres. É um ótimo investimento!", aconselha a médica.
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Cuidados diários
Com uma agenda concorrida, o dia-a-dia destas mestras em dermatologia exige o uso de produtos potentes para o cuidado diário da pele. A cirurgiã Célia Sampaio, realiza operações todas as manhãs. Atende cerca de 15 consultas por dia e tem dias em que chega a trabalhar até 0h. Com uma rotina tão agitada, ela potencializa a ação dos cremes para tratar a pele de maneira rápida e eficaz."Não tenho paciência para ficar passando cremes, então uso um hidratante com protetor solar manipulado que tem o tom da minha pele. Além de hidratar e proteger, ele atua também como base."
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Já Lígia Kogos tem uma rotina pesada para manter a pele sempre bela e saudável e não abre mão de produtos manipulados com hormônios, filtro solar, clareadores, silicone e ácido glicóico. Um dos seus truques é lavar a pele com água bem quente, ao contrário do que muita gente imagina ser prejudicial. "A água quente estimula a vasodilatação e dá um ar mais disposto ao rosto, além de facilitar a penetração dos agentes do hidratante a ser passado em seguida".
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Em 2001, a dermatologista lançou uma linha de produtos desenvolvidos por ela. Meticulosamente maquiada, Lígia não descuida da própria beleza: usa sempre um creme à base de vitamina C, um sabonete líquido e um corretivo de olheiras da sua linha de cosméticos. Na hora de se maquiar ela revela que adora o pó facial translúcido da Christian Dior, a base ColorStay da Revlon e o batom Sophisto da MAC. "Também adoro rímel e passo várias camadas do Architect, da L´oréal, que é à prova d´ água".
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Quem pensa que toda essa beleza custa caro se engana. Um truque muito usado pelas mulheres também é adotado pela dermatologista Claudia Miki, especializada em medicina estética e membro da American Academy of Dermatology, que trata da pele da atriz Carolina Dieckmann na Clínica Essendi, no Rio de Janeiro. A médica revela que recorre à compressa fria feita com chá de camomila sempre que quer melhorar a vivacidade da pele. "A compressa alivia as olheiras, desincha o rosto e levanta o visual. Também uso uma água termal com chá verde, que tem um sutil efeito tensor, e uma água termal de coco, que dá mais viço à pele.", entrega a especialista.
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Outra receita fácil de ser feita em casa é a esfoliação adotada pela Adriana Vilarinho que, quinzenalmente, faz uma mistura de óleo de amêndoas com açúcar cristal e espalha pelo corpo para retirar as células mortas. Adriana é fã de cremes e adora os óleos corporais da L´ Occitane. Outro segredinho de beleza são os cremes de mãos e pés manipulados por ela mesma. "Não consigo dormir sem eles!", revela.
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Quem quer adotar os cuidados utilizados por estas experts precisa ficar atento à qualidade de vida antes de investir tempo e dinheiro em tratamentos. "A pele depende de um bom controle químico, feito com o uso de cremes, ácidos e nutrientes, além de ter um cuidado com a hidratação do corpo. Mas o principal é o bem-estar físico. O paciente deve estar bem clinicamente, pois a saúde é refletida no aspecto da pele", afirma Célia Sampaio.
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Unanimidade entre as dermatologistas, o fato de manter bons hábitos surte efeitos visíveis na saúde da pele. Não fumar, não beber excessivamente e seguir uma dieta equilibrada ajuda a manter a beleza e a saúde do corpo como um todo. "Na realidade, o que faz uma pessoa bonita não é um tratamento caro e sofisticado e sim a constância em atitudes simples do dia-a-dia, como limpar, hidratar e proteger o rosto contra os efeitos do sol. Com certeza esta rotina traz resultados melhores do que qualquer tratamento caro e exótico", conclui Lígia Kogos.
Link: Guia da Semana
Saiba Tudo Sobre
Gel Redutor de Medidas
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A cena é comum no vestiário feminino das academias: as alunas passam gel na barriga, envolvem a região com filme plástico e correm para a esteira ou para as aulas, sonhando com a cintura mais fina.
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O suor, sem dúvida, aumenta. Mas será que a queima de gorduras realmente dá uma acelerada? Na verdade, o gel redutor de medidas não queima gordura. Ele simplesmente impede que novos adipócitos (células que acumulam gordura) sejam formados.
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Sem dúvida, a cafeína é a substância que mais se destaca nesse sentido. Com efeito cientificamente comprovado, ela é capaz de bloquear a enzima responsável pelo desenvolvimento das células de gordura. L-carnetina, alcachofra, centelha asiática e gincobiloba também são ingredientes famosos por integrar as fórmulas de cremes contra celulite e gordura localizada. Realmente, eles trazem resultados, mas graças a uma ação diferente da cafeína. Esses componentes são ativadores da circulação arterial, venosa e linfática.
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A celulite, de forma simplificada, não passa de um tecido congestionado, com baixa vascularização (a gordura comprime a circulação). Então, quando o sangue volta a passar regularmente, a tendência é que o problema diminua. Sem dieta e exercícios físicos, no entanto, cosmético nenhum faz efeito. O cigarro e consumo hormônios (seja anticoncepcionais, seja pílulas de reposição) também interferem na eficácia dos tratamentos estéticos.
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Com o tempo, todavia, o corpo deixa de responder aos princípios ativos desse tipo de produto. Trata-se de uma espécie de defesa corporal, mas isso não significa que você precisa abandonar o recurso. Uma idéia é trocar de creme periodicamente (e o seu dermatologista é a pessoa mais indicada para receitar uma fórmula adequada à sua necessidade).
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A consulta com o médico também ajuda a evitar acidentes, como as queimaduras relatadas por mulheres que resolveram aderir ao gel crioterápico (aquele que, em contato com a pele, esfria a ponto de gelar). Esse tipo de gel redutor contém mentol, cânfora e álcool na fórmula e pode provocar uma queimadura química se não for usado segundo as recomendações do fabricante.
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O resfriamento é, justamente, o segredo do gel que esfria a pele: são queimadas calorias para elevar a temperatura do corpo onde o gel foi aplicado, segundo a esteticista. Agora, um cuidado essencial: jamais aqueça a pele com um filme plástico ou cinta elétrica quando aplicar um gel crioterápico. O efeito não aumenta, você simplesmente vai provocar uma queimadura grave na região.
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A freqüência de uso pode variar um pouco de uma marca para outra. Mas, no geral, basta usar o gel apenas uma vez ao dia, logo após o banho. E, para não perder tempo e ainda economizar, a dica é apostar num único produto que contenha ação redutora de medidas e hidratante, ao mesmo tempo. Em vez de apenas hidratar, você previne outros problemas. É o que recomendo às minhas clientes.
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Mas não espere milagres. O estilo de vida a paciente interfere diretamente no resultado de qualquer tratamento. Exercícios físicos regulares e uma alimentação saudável são essenciais para que haja sucesso no lado estético. Um pouco de paciência também é necessário, além de disciplina no uso dos produtos.
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Como usar: de acordo com a região do corpo, o gel pede massagens específicas para que o efeito seja mais potente. A massagem ajuda na penetração do produto e aumenta a circulação, fazendo com que o metabolismo aumente. E isso ajuda na redução de medidas. Veja a melhor forma de espalhar o gel em cada parte do corpo:
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Barriga: movimentos circulares, em sentido horário.
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Pernas: movimentos amplos, circulares e ascendentes. Trabalhe as mãos como s estivesse fazendo um leve amassamento da pele.
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Braços: movimentos circulares e ascendentes.
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Bumbum: movimentos circulares e de levantamento.
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Seios: movimentos circulares de pequena amplitude e com delicadeza, evitando espalhar no produto na aréola dos seios.
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Costas: de baixo para cima, faça movimentos circulares como se estivesse esfregando as costas com uma esponja.
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Filme plástico: ele está liberado no gel redutor tradicional. Ao esquentar a pele, o filme aumenta a penetração do gel. A restrição fica por conta do gel crioterápico, que causa queimaduras se for aquecido. No caso dele, apenas aplique e deixe agir conforme as orientações do fabricante.
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Cinta térmica: evite usá-la sem acompanhamento profissional. O risco de que a paciente fique com a cinta numa temperatura alta demais e num tempo superior a o indicado é muito grande, podendo haver desde queimaduras até a queda da pressão arterial. Além disso, existem cremes em que o calor pode trazer prejuízos, porque as substâncias acabam penetrando muito rápido na circulação sanguínea e causam mal estar.

Colo perfeito
De que adianta um rosto bem cuidado se o colo tem manchas e rugas?
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Quem vê um rosto bem cuidado vai descendo, vai descendo e... espera encontrar um colo liso, sem manchas, enfeitando o decote! Para isso, não se deve esquecer alguns cuidados importantes, sob pena de se ostentar um colo ressecado, desgastado, com manchas escuras e claras, além de ruguinhas bem ali, entre os seios.
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Lave diariamente com esponja e sabonete para que não apareçam bolinhas, asperezas e espinhas. A seguir, hidrate com loção cremosa não gordurosa que contenha uréia, lactatos e silicones suaves. Proteger-se do sol na praia, piscinas e caminhadas é importantíssimo, use fator de proteção de FPS 15 no mínimo, e não se preocupe, pois o bronzeado virá! À noite, aplique no colo cremes à base de alfa hidroxiácidos (AHA), ou seja, ácido glicólico ou de frutas, para refinar, suavizar e homogeneizar as manchas. As fumantes devem considerar seriamente a opção de parar, a nicotina consome o colágeno e prejudica o fluxo sanguíneo no local. Outro bom hábito de beleza é dormir retinha, em posição de Bela Adormecida, por algumas horas por noite, para que a pele do colo não acorde "amassada". Parece difícil para quem gosta de dormir de bruços ou de lado, mas aos poucos vai se adquirindo o jeitinho.
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No caso de haver urgência em resolver o problema, existe agora um hidratante injetável, feito de ácido hialurônico, substância já existente entre nossas células e com grande capacidade de reter água
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Se já existirem marcas e rugas visíveis e resistentes aos cremes, os dermatologistas socorrerão com ácido retinóico em peelings suaves. No caso de haver urgência em resolver o problema, existe agora um hidratante injetável, feito de ácido hialurônico, substância já existente entre nossas células e com grande capacidade de reter água. Injeta-se com agulhas delicadíssimas este gel fino e transparente diretamente nas zonas mais ressecadas e marcadas do colo. O resultado é praticamente imediato, melhorando ainda mais nos dias que se seguem: toda a área fica hidratada e firme, efeito que dura cerca de seis a oito meses, já que há estímulo do colágeno. Cremes anestésicos são suficientes para que as injeçõezinhas sejam bem suportáveis e o único inconveniente é a possibilidade de pequenos hematomas, manchinhas roxas, que duram uma semana.
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Assim os decotes, tão femininos, poderão emoldurar belos colos, sempre frescos e intactos.
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Ligia Kogos é dermatologista, formada pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e diretora da Clínica Ligia Kogos de Dermatologia.
Guia da cirurgia plástica: rosto
Veja todas as técnicas para acabar com rugas, flacidez e imperfeições


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Beleza talvez não ponha mesa, mas as brasileiras - e brasileiros - recorrem cada vez mais ao bisturi para se tornarem mais belos. A moda é cortar, costurar, se repaginar. A corrida por um rostinho bonito - e jovem - é frenética. Mas quais são as melhores cirurgias para corrigir imperfeições, se livrar de rugas, acabar com as pálpebras caídas, papada e mais todas as conseqüências do envelhecimento facial? Será que dói? E as cicatrizes? É natural ficar com dúvidas. Para isso, o Bolsa de Mulher conversou com especialistas e preparou um guia de cirurgia do rosto para você. Se inteire sobre as novidades, cuidados e, claro, preços!
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Puxa e estica
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Contra rugas e flacidez, o ideal são os liftings, isto é, os "levantamentos" de pele. No chamado minilifting, as incisões são feitas ao redor de parte da orelha, esticando a pele em toda a região do rosto abaixo da linha dos olhos. Segundo o cirurgião plástico Lecy Marcondes Cabral, uma outra técnica utilizada para levantar as chamadas "bochechas de buldogue" é a do fio russo. "Os fios são de polipropileno, material que não faz mal à saúde, e esticam suavemente a pele, sustentando o tecido gorduroso que já não possui tanta firmeza", explica o médico. Neste tipo de procedimento não há cicatriz, porque não há cortes. Os fios são introduzidos por um orifício na pele, guiados por uma cânula.
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A novidade no mercado, porém, é a vídeocirurgia. Através de três pequenos cortes de 1 cm no couro cabeludo - logo após a linha do cabelo - introduz-se uma microcâmera e estica-se toda a pele da face. E o melhor: as temidas cicatrizes quase não são percebidas. No início, quando estão mais aparentes, podem ser facilmente escondidas com os cabelos. O resultado, você já sabe: correção de sobrancelhas caídas, rugas de expressão, elevação do canto externo dos olhos, pregas do canto da boca, entre outros.
Preço médio: o lifting facial costuma sair entre R$ 7 mil e R$ 15 mil.
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O fim das pálpebras caídas
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Retirar o excesso de pele das pálpebras pode não ser uma opção meramente estética. Há quem tenha a visão prejudicada por isso. Seja qual for o seu motivo, a cirurgia para acabar com o problema é a blefaroplastia convencional. O cirurgião marca o trecho de pele das pálpebras que será retirado, mantendo a cicatriz escondida na dobra da pele da pálpebra. Retirada a porção de pele, são dados os pontos. É possível ter alta no mesmo dia, desde que certos cuidados sejam tomados em casa. "O ideal é fazer compressas geladas de camomila nos três primeiros dias para a redução dos hematomas e do inchaço", recomenda o cirurgião plástico Fabrício Torres. Além disso, quando em contato com o sol, é preciso usar e abusar dos óculos escuros e do chapéu.
Preço médio: entre R$ 4 mil e R$ 10 mil.
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Bolsa embaixo dos olhos?
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Para quem não agüenta mais aquele olhar abatido, de cansaço, resultante das bolsas de gordura embaixo dos olhos, a solução é a blefaroplastia transconjuntival. As bolsas são retiradas fazendo-se uma incisão na conjuntiva, por dentro do olho, que é, em seguida, fechada com uma sutura absorvível pelo organismo. É importante ter em mente que a técnica transconjuntival não retira o excesso de pele. Para isso, a blefaroplastia convencional é a indicada.
Preço médio: R$ 4 mil a R$ 10 mil.
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Adeus, papada!
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Não tenha mais vergonha de balançar a cabeça por causa do excesso de pele no pescoço. O lifting cervical é capaz de levantar qualquer papada. Através de dois pequenos cortes que mal deixam cicatriz - um 3 cm abaixo do queixo e outro na frente da orelha - a pele é esticada e, junto com ela, a musculatura.
Para retirar o excesso de gordura na região, pode-se, ainda, recorrer à lipoaspiração. Ela deve ser feita durante o lifting do pescoço, com anestesia local e sedação ou anestesia geral. A cicatriz da lipoaspiração pode ficar abaixo do lóbulo da orelha ou no sulco do queixo. Em qualquer uma das posições, a marca não passa de 2,5 cm.
Preço médio: Lifting cervical - R$ 7 mil a R$ 10 mil
Lipoaspiração - em torno de R$ 2 mil.
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Maçãs do rosto, queixo e lábios
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Dizem que maçãs do rosto altas e bem definidas deixam a mulher mais sexy. Verdade ou não, para quem tem pouca projeção das maçãs e quer aumentá-las, o preenchimento da região com silicone pode trazer bons resultados. A prótese é colocada abaixo dos músculos através de uma pequena incisão. Além de elevar as maçãs do rosto, é possível eliminar sinais de envelhecimento. O silicone tem forma semelhante à do osso malar e pode ser de vários tamanhos. Com a ajuda do seu médico, escolha o mais apropriado a você. Mas, cuidado! Aumentar as bochechas pode deixar o visual artificial.
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O queixo é uma parte delicada do rosto, porque, assim como o nariz, contribui muito para a harmonia facial. As pessoas costumam recorrer à mentoplastia para corrigir imperfeições do queixo - seja por anomalia de crescimento ou por deformidade causada por algum trauma. O objetivo da cirurgia é equilibrar os traços da fisionomia. A cicatriz pode ser interna (dentro da boca) ou abaixo do queixo, muito pequena. Dessa forma, o cirurgião pode recomendar, também, a rinoplastia - cirurgia do nariz - visando a melhor harmonia estética da face.
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Para corrigir o queixo retraído, a inserção de uma prótese de silicone de tamanho adequado ao seu rosto é ideal. Ela é colocada entre o osso e o músculo pela boca. Logo, não há corte externo. O paciente fica com uma faixa em volta do queixo durante aproximadamente uma semana. Além disso, é recomendável ingerir alimentos líquidos ou pastosos para a mastigação excessiva não deslocar a prótese.
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Lábios carnudos estão na moda, mas, para torná-los grossos, não se deve utilizar o silicone. O ácido hialurônico, por exemplo, é uma substância absorvível pelo organismo que pode ser utilizada no preenchimento. Não há cicatrizes, porque o procedimento é feito com agulha.
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Em seu consultório, no Rio, o cirurgião plástico Edmar Fontoura usa uma outra técnica para corrigir maçãs do rosto, queixo e lábios. É a bioplastia, que não deixa cicatriz. "Por meio da aplicação de um polímero (PMMA) na pele, com agulha fina, é possível preencher e modelar partes do rosto. Além de realçar as maçãs, modelar o queixo e os lábios, a bioplastia pode preencher rugas e sulcos, corrigir o nariz e o contorno da mandíbula, recuperando o aspecto jovial do rosto", afirma o cirurgião.
Preço médio: R$ 2 mil a R$ 8 mil, cada intervenção.
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Um nariz muito arrebitado ou com aquele "ossinho" muito proeminente pode ser "ruim" do ponto de vista estético e também fisiológico. Esses formatos podem impedir uma respiração adequada. A rinoplastia corrige desvios do nariz, diminui ou aumenta seu tamanho, além de alterar sua forma. A cirurgia plástica do nariz é realizada sem corte externo. Toda a operação é feita com incisões internas, que deixam cicatrizes não aparentes, dentro do nariz.
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No interior da narina, o cirurgião trabalha no osso - raspando-o ou podendo quebrá-lo - e nas cartilagens. Uma pequena placa plástica ou de gesso é colocada no dorso do nariz e, após alguns dias, é substituída por esparadrapos.
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Mas não adianta querer ficar com o nariz desse ou daquele jeito. O que importa é o conjunto, o que vai deixar um efeito mais natural no rosto. Cada nariz tem sua estrutura e alterá-la pode acabar sendo um gol contra.
Preço médio: R$ 5 mil a R$ 15 mil.
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A vez das orelhas


Orelhas em abano podem afetar muito a auto-estima. Mas o problema pode ser reparado facilmente, já que a intervenção cirúrgica - a otoplastia - é bem simples. Um corte é feito atrás da orelha e as cartilagens são reposicionadas e fixadas com pontos internos. A orelha é moldada com a ajuda de pequenos fragmentos de gesso. É possível voltar para a casa no mesmo dia, com uma faixa ao redor da cabeça, para imobilização. O gesso é retirado em uma semana, mas a faixa permanece por três.


Se o seu problema são os lóbulos das orelhas caídos, o procedimento é mais simples ainda. Basta um corte mais ou menos no local onde se costuma furar a orelha para colocar brinco. Uma pequena porção de pele é retirada para reduzir o lóbulo e, em seguida, são dados os pontos.
Preço médio: Otoplastia - R$ 4 mil a R$ 6 mil.
Correção do lóbulo - em torno de R$ 800.
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Conjunto perfeito


Cirurgias associadas podem contribuir para a simetria e harmonia da sua face. Se você tem dinheiro (algo em torno de R$ 20 a 30 mil), pode valer a pena. A combinação mais comum é a vídeocirurgia aliada à cirurgia de pálpebra e ao peeling dermoabrasivo, que é um peeling mais forte. Essa é a aposta para rejuvenescer até 40 anos (!). Mas é preciso ponderação para não correr o risco de ficar com aquela "cara de plástica".
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Antes e depois da cirurgia
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Todos os procedimentos cirúrgicos no rosto costumam ser feitos com anestesia local e sedação; portanto, sem dor. A recuperação é rápida - por volta de 15 dias - e a internação pode durar até 24 horas. Não raro, é possível voltar para casa no mesmo dia. Mas, lembre-se: somente após pelo menos um mês você poderá ver o resultado definitivo da cirurgia. Uma dica: tire fotos do "antes" e do "depois".


O pós-operatório não costuma ser doloroso, mas você pode sentir áreas do rosto hipersensibilizadas e podem aparecer inchaços e hematomas. Por isso, a drenagem linfática facial é recomendada. Os curativos geralmente são secos e retirados em até uma semana após a cirurgia. Para quem gosta de praia e piscina, um alerta: não se pode tomar sol durante um mês. Já para quem não vive sem maquiagem, um consolo: o uso de cosméticos é liberado após mais ou menos 15 dias. Fora isso, é preciso fazer repouso. Nada de colocar óculos escuros e sair para trabalhar. O melhor é ficar fora de circulação por um tempinho. Se dê umas férias! Exercícios físicos, só depois de um mês.


Para retardar o envelhecimento, quer você tenha ou não feito plástica, o recomendado é utilizar filtro solar todos os dias e evitar exposição ao sol nos horários de pico. Além disso, é importante manter hábitos saudáveis, como não fumar, ter uma boa alimentação e beber bastante água. Tudo isso adia o aparecimento de rugas e de outros sinais do tempo indesejáveis.


Por mais que a medicina estética esteja avançada, ela não é milagrosa. Cirurgias plásticas no rosto ajudam, e muito, a melhorar visualmente os efeitos da idade, mas não são capazes de interromper o envelhecimento. Bela Adormecida, infelizmente, só em conto de fadas. Porque, afinal, o tempo passa...
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PS: ganhei esse selinho da linda amiga Thais! Tô inflada de orgulho! Meu primeiro selinho! ;)
Muito Obrigada!!!

 
Lipoaspiração ou Abdominoplastia?
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Mulheres que já tiveram filhos dificilmente escapam da flacidez na região abdominal. Com a idade, a musculatura perde força e o excesso de pele na barriga destrói os contornos da região, principalmente da cintura. Para elas, uma boa opção de cirurgia plástica é a abdominoplastia, que devolve à parede abdominal o aspecto perdido na gestação. Essa cirurgia pode ser complementada com a lipoaspiração, que garante uma silhueta. Quando isso acontece, em geral os cirurgiões optam pela lipoabdominoplastia, quando os dois procedimentos são realizados de uma única vez.


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“Durante a gravidez, o aumento na cavidade uterina pode fazer com que a musculatura sofra alterações. As massas musculares se afastam da linha média (linha vertical que passa pelo umbigo) e os grupamentos musculares se fundem, causando a flacidez”, explica o cirurgião plástico Fausto Bermeo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


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A abdominoplastia devolve principalmente a cintura perdida. Os músculos retos abdominais são reaproximados com fios de sutura e o excesso de pele é retirado. Dr. Fausto ressalta que esse tipo de cirurgia deve ser feito principalmente em mulheres que não desejam mais engravidar.


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“Para pacientes que nunca engravidaram e que fazem ginástica, mas não conseguem perder a gordura localizada, a lipoaspiração é suficiente. Até porque a abdominoplastia deixa uma cicatriz, o que não acontece com a lipo”, afirma Dr. Fausto, acrescentando que em mulheres que já fizeram cesariana, a cicatriz pode ser feita no mesmo lugar da que já possuem.


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Como muitas mulheres preferem se submeter aos procedimentos cirúrgicos de uma única vez, os cirurgiões também têm realizado a lipoabdominoplastia. Além de ter um custo menor, a paciente melhora a musculatura e garante o contorno de todo o tronco, incluindo barriga, costas e cintura. “Estamos com cânulas cada vez menores, tornando os procedimentos menos invasivos. Com as duas opções é feito um trabalho completo e a chance da paciente ter o resultado esperado é maior”, afirma o médico.


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Dr. Fausto lembra que só o cirurgião pode avaliar qual procedimento é melhor para cada indivíduo. “É importante que o paciente converse bastante com o médico, que deve ser filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele deve esclarecer todas as dúvidas antes da cirurgia”, conclui o especialista.
Fonte:Dr. Fausto Bermeo

Link:
Estética Guia


Boquinha noturna
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Se você assalta a geladeira à noite, talvez esteja sofrendo da síndrome da fome noturna. Ela compromete o sono e o humor, além de aumentar consideravelmente o peso na balança. Saiba como se livrar dessa doença que afeta 10% dos obesos.


A empresária Pietra Roche, 33 anos, não sentia apetite pela ma- nhã, dormia pouco e, à noite, assaltava a geladeira. Fez alguns exames, procurou ajuda e obteve o diagnóstico: síndrome da fome noturna. Pois é, esse distúrbio, que já tem nome catalogado, foi descoberto em 1955 e vem sendo muito estudado nos últimos anos. Seus sintomas mais freqüentes são a fome noturna, com ingestão de mais de 50% das calorias consumidas durante todo o dia, no período entre 8 h da noite e 6 h da manhã, insônia inicial, anorexia matinal, alterações de humor, depressão, ansiedade e falta de energia.


Estudiosos acreditam que essa síndrome tende a ser desenca- deada pelo estresse e que seus sintomas devem diminuir quando o problema é aliviado. O endocrinologista Filippo Pedrinola, da Clínica Pedrinola e Rascovski, de São Paulo, explica que essa doença acomete 1,5% da população geral e está presente em 10% dos obesos e 27% dos portadores de obesidade mórbida. “As pessoas que sofrem desse mal costumam não tomar café da manhã e ficam várias horas sem comer após despertar. Consomem muitas calorias durante a noite, em vários episódios, e beliscam principalmente alimentos ricos em carboidratos refinados e gorduras (doces em geral, pizza, frituras etc.), que são altamente calóricos”, conta o especialista.


Os comedores noturnos sentem o impulso de comer, apesar de uma falta de fome percebida. Alimentos como macarrão e al- môndegas costumam ser devorados na própria panela. As pessoas afetadas também podem apresentar comportamentos estranhos e ingerir misturas um tanto diferentes como comida de gato. “Embora esse transtorno alimentar ainda seja pouco conhecido, os relatos de pacientes mostram que eles são capazes de levantar-se várias vezes durante a noite para atacar a geladeira.
 Acredite: há quem acorde até seis vezes”, revela a doutora em Psicologia Clínica Célia Horta, espe- cialista em Distúrbios Alimentares pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, à noite, quando tudo se acalma e há menos distração, os compulsivos se encontram teoricamente mais vulneráveis. “É quando correm para a geladeira a fim de compensar suas frustrações”, resume.
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Possíveis gatilhos
A fome noturna pode também ser desenca deada por uma fuga de problemas emocionais e falta de disciplina alimentar. Para evitar esses períodos de compulsão, que só atrapalham a saúde e a boa forma, é preciso equilíbrio na alimentação durante o dia. Isso significa não pular refeições e consumir fibras (frutas, vegetais e cereais integrais), além de aumentar a ingestão de água.


A psicoterapeuta Rejane Sbrissa, especialista em Terapia para Tratamento de Obesidade, atribui o ato de comer à noite a uma alteração de comportamento. “Seus portadores devem analisar o que está errado em sua alimentação. Muitas vezes uma dieta mal estruturada é a causa dessas escapadas no- turnas”, conta ela, que emagreceu 25 kg em menos de dois anos e há 14 se mantém magra. Hoje é responsável pelo site www.pensemagro.com.br e tem relatos no seu portal.


Curiosamente, nem sempre as pessoas que sofrem desse problema têm consciência do que fazem e só descobrem o que ocorreu quando encontram restos de comida no quarto, pratos sujos na cozinha ou pacotes de biscoitos vazios pela casa. Têm características dife- rentes dos comedores compulsivos – uma vez que a quantidade de alimentos ingerida nem sempre é gran- de –, mas sentem uma forte necessidade de comer alguma coisa para que possam voltar a dormir. Se não o fizerem, ficam com insônia.


O aparecimento desse “descontrole” é mais freqüente entre os 20 e os 30 anos de idade. Pode ser originado, por exemplo, por uma frustração amorosa, pela insegu- rança no trabalho ou qualquer outro problema cotidiano. Estudos revelam que a prevalência é igual nos dois sexos, mas as mulheres procuram mais o acompanhamento médico do que os homens. “Elas buscam o tratamen- to não porque estejam preocupadas com os episódios de compulsão alimentar, mas sim com os sinais de so- brepeso ou obesidade. Em geral, os homens não se in- comodam com isso”, explica João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Capital.
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Bálsamos que aliviam


É difícil, mas quem tem o distúrbio precisa adotar estratégias alimentares urgentes. Uma dica é deixar uma comidinha preparada para saciar esses momentos de fome noturna após o jantar. Pode ser um iogurte ou uma fatia de pão com geléia sem açúcar. Os tipos integrais são os mais indicados. Ricos em fibras, esses alimentos aumentam a saciedade. “As frutas também são poderosas. A frutose – açúcar da fruta –, vai direto para a circulação e ajuda a combater a gula. Uma xícara (chá) de leite quente, uma xícara de chá de ervas com duas torradas ou uma sopa leve são também boas opções”, sugere João César Castro Soares. Agora, se a vontade for mesmo a de devorar um chocolate – maior reclamação dos compulsivos –, o exagero pode ser despistado com um bombom ou uma tigela pequena de frutas, salpicada com pedaços de uma barra de chocolate (30 g). Despertou e não consegue dormir de modo algum? “Lance mão de um bom livro ou ouça uma música relaxante até o sono voltar”, aconselham especialistas. O tratamento ainda é incerto, mas o que se recomenda é a combinação de psicoterapia com o objetivo de melhorar as causas de ansiedade e estresse. Normalmente, a preferência para o tratamento recai sobre os antidepressivos, que agem para regular o sono e a compulsão em comer. Os efeitos colaterais podem ser amenos, mas, segundo a psicoterapeuta Rejane Sbrissa, não é possível ainda falar em resposta definitiva ou a longo prazo, pois, como os causadores dessa síndrome ainda são desconhecidos, os sintomas podem retornar.
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Bife na madrugada
“Eu não resisto. Já fritei um bife para devorá-lo no meio da noite. E isso jamais aconteceu em outro momento. Coisas que eu não gosto no dia-a-dia, na madrugada se transformam em verdadeiras tentações”, revelou um paciente da psicóloga Célia Horta. Quem sofre desse mal, não consegue controlar o impulso. “Parece que sou um drogado. Até me bate o desespero”, revela o vendedor Ulisses Di Domenico, de São Paulo. Quando se deu conta da doença, ele estava com 25 anos. Hoje, tem 47. Nesse meio tempo, emagreceu e engordou várias vezes. Começou a fazer exercícios físicos e conseguiu baixar o ponteiro para 86 quilos, mas os ataques noturnos à geladeira atrás de alimentos altamente calóricos atrapalharam o esforço que vinha fazendo. “Já cheguei a comer uma pizza de escarola inteira”, admite o vendedor, no auge dos seus 96 kg. A medicina reconhece que há, pelo menos, dois causadores desse mal. Um deles é a melatonina, responsável pelo início e pela manutenção do sono. O outro é a leptina, que é produzida pelo tecido gorduroso e vai agir no cérebro, nos centros da fome e da saciedade. “O desequilíbrio dessas substâncias é que faz Ulisses acordar na madrugada com aquela vontade de devorar alguma coisa”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola. Sob o ponto de vista neuroendócrino, uma pesquisa constatou que os comedores noturnos possuem níveis mais altos de cortisol (hormônio do estresse) durante o dia e índices baixos de melatonina (hormônio que regula o sono) à noite.
Link:Dieta Já.



Quando o belo ganha a máscara da plástica
Bem feitas e bem indicadas, as cirurgias estéticas representam um ganho para a auto-estima. Mas a falta de bom senso está à vista de todo mundo.

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Pouco tempo atrás, a escritora americana Stacy Schiff desfrutava uma linda tarde ao lado de um amigo francês que visitava Nova York pela primeira vez. No fim do dia, porém, ele mostrou-se intrigado. Queria saber o que havia acontecido com as pessoas mais velhas na cidade. Seus rostos eram esticados demais, lustrosos demais. Em Paris, disse ele, os velhos pareciam velhos – e não havia nada de errado nisso. A idade do amigo francês de Stacy: 8 anos. Sim, até mesmo uma criança mais observadora pode perceber que algo de estranho vem ocorrendo. E não só em Nova York, é claro. Basta ir a shoppings e restaurantes de qualquer grande cidade brasileira, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, para deparar com pessoas de pele alaranjada (sessões de bronzeamento artificial podem dar esse efeito), maçãs do rosto salientes, testa estirada, lábios inflados e dentes branquíssimos, de uma alvura inexistente na natureza. É um contingente que, pelo jeito, tende a aumentar, graças aos avanços técnicos e ao barateamento dos procedimentos estéticos. Ficou mais fácil, enfim, fazer uma intervenção atrás da outra – e isso dá vazão à obsessão doentia pela manutenção da beleza e juventude. "O resultado dessa obsessão são bizarrices produzidas por falta de bom senso não só dos pacientes, como dos próprios médicos", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo, João de Moraes Prado Neto.

Não há nada de errado em querer consertar uma falta de acabamento congênita, melhorar a silhueta castigada pelo excesso de comida e pelo sedentarismo ou atenuar as marcas do tempo. É uma forma perfeitamente compreensível e legítima de conservar (ou restaurar) a auto-estima. Um nariz menos adunco, uma ruguinha cancelada, uns quilinhos aspirados – e eis que a beleza deixa de ser apenas a promessa de felicidade, para citar a frase do escritor francês Stendhal. A questão é quando se exagera na dose. Tem-se aí uma patologia. Pessoas que não se cansam de encontrar defeitos ao espelho (na maioria das vezes, inexistentes) e, para corrigi-los, perseguem compulsivamente um padrão estético inatingível sofrem do que os médicos chamam de transtorno dismórfico corporal. Descrito em 1987 pela Associação Americana de Psiquiatria, o distúrbio, nos casos mais graves, causa ansiedade e depressão profundas – e pode levar a pessoa a deformar-se nas mãos de cirurgiões inescrupulosos.


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"Há dois anos, animada com uma série de fotos ‘antes e depois’, resolvi fazer uma bioplastia (preenchimento à base de uma substância definitiva, o PMMA). Quem fez as aplicações foi uma ginecologista, indicada por uma amiga. Ela injetou o produto nas maçãs do rosto, no maxilar e na ponta do nariz. Na hora, até achei que ficou bom. Porém depois meu rosto inchou, sobretudo as maçãs. Todo mundo notava que eu estava estranha. Eu justificava dizendo que havia engordado. Tentei desfazer o preenchimento, no que fui desaconselhada por um cirurgião plástico. Ele me explicou que havia o risco de o produto vazar. Fiquei desesperada. Hoje estou melhor, com o rosto menos inchado, mas ainda me incomodo quando olho no espelho. Tenho muitas dores nos locais das aplicações e muita enxaqueca. Não aconselho ninguém a fazer o que eu fiz."
Adnea Ali Fakih, 50 anos, socióloga.




Um estudo inédito conduzido pela médica Luciana Conrado, com 350 pacientes da dermatologia do Hospital das Clínicas, de São Paulo, constatou que 14% deles apresentavam o problema. Nos consultórios dos plásticos, a incidência fica em torno de 10%. Há vítimas de dismorfia que chegam a submeter-se a nove cirurgias de nariz. Existem ainda aquelas que praticam uma espécie de turismo médico, batizado pelos especialistas de "doctor shopping": rodam de consultório em consultório em busca de sugestões sobre o que deveriam mudar em sua imagem. "É uma seqüência sem botão de desligar: o paciente sempre acha que o que fez é pouco", diz o psicanalista Niraldo de Oliveira Santos, da divisão de psicologia do Hospital das Clínicas. "Para ele, o corpo é um rascunho onde tudo pode ser experimentado."

Como ninguém faz nove plásticas de nariz sem que haja um cirurgião disposto a cometer excessos, tem-se aí um duplo problema. "É a pior combinação: o paciente que quer fazer tudo somado ao médico sem escrúpulos que o submete a procedimentos incontáveis e desnecessários", diz o dermatologista Guilherme de Almeida, do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Ele próprio já conduziu uma paciente até um consultório psicológico, porque ela simplesmente não se convencia de que não precisava fazer mais nada no rosto. A terapia não ultrapassou três sessões. A paciente, que nunca mais apareceu no consultório de Almeida, provavelmente deve ter achado outro doutor que lhe satisfizesse as neuroses. "Tais pacientes gastam fortunas com tratamentos estéticos sem se dar conta de que isso pode causar-lhes defeitos irreversíveis", diz a médica Luciana Conrado.

A dismorfia manifesta-se com mais freqüência na dermatologia por causa dos procedimentos menos invasivos, com resultados mais imediatos e recuperação mais rápida. O tratamento do distúrbio consiste em terapia associada ao uso de antidepressivos e antipsicóticos. Nos Estados Unidos, um paciente com dismorfia leva, em média, doze anos para buscar ajuda especializada. Nesse meio-tempo, o maior risco que ele corre é cair nas mãos de um profissional mal-intencionado. É esse tipo de médico que lhe dá a chancela para puxar, esticar, levantar, tirar e colocar próteses, sem que haja necessidade real para tais intervenções. Tamanho é o poder de convencimento dos médicos que está em curso um novo fenômeno no universo das cirurgias cosméticas: o do tratamento preventivo. É uma maneira de abocanhar um filão de gente muito jovem, que nem deveria estar pensando em Botox ou plástica. Moças com pouco mais de 20 anos agora aplicam injeções de toxina botulínica na testa para prevenir as futuras rugas de expressão. Mulheres de 35 anos submetem-se a liftings – chamados eufemisticamente de mini-liftings, embora nenhum procedimento que requeira anestesia, corte e descolamento da pele possa ser considerado míni. Antes dos 40 anos também, muitas fazem os primeiros preenchimentos. O argumento por trás do tratamento preventivo é mexer um pouco já para evitar grandes intervenções lá na frente. O resultado? Mulheres de 30 anos que se parecem com mulheres de 40 tentando aparentar 30. Esquisito? Sim, esquisitíssimo, mas é o que vem ocorrendo. "Quanto mais intervenções são feitas, mais rígida fica a pele. A paciente adquire as feições de uma estátua, deixa de ter uma expressão natural", disse a VEJA o médico francês Yves-Gérard Illouz, o inventor da lipoaspiração. Ficam todos – porque há inúmeros homens que se enquadram nesse caso – assustadoramente iguais uns aos outros. Como se tivessem saído (com defeito de fabricação) da mesma linha de produção. É a máscara da plástica.

"Desconfie de médicos que produzem pacientes com rosto parecido", escreveu em seu livro Beauty Junkies (Viciados em Beleza) a jornalista Alex Kuczynski, colunista do jornal americano The New York Times. Alex fez sua primeira incursão no mundo da plástica aos 28 anos, com uma aplicação de Botox. Aos 30, já havia se submetido também a uma lipoaspiração e a uma cirurgia para remoção de bolsas de gordura sob os olhos. Alex é uma bela mulher em seus 40 anos. Conseguiu perceber a tempo que poderia iniciar uma viagem sem volta em busca da perfeição – tendo como destino final o desastre completo. No livro, ela faz outro alerta: as adolescentes estão sendo induzidas à dismorfia. É uma preocupação fundamentada. Entre as colegiais americanas, próteses mamárias viraram presente de formatura. Elas almejam ser uma Pamela Anderson ou uma Victoria Beckham – magras e peitudas. A indústria das celebridades, evidentemente, tem um papel nefasto no estabelecimento de padrões estéticos atingíveis apenas por meio de plásticas ou intervenções dermatológicas. Para não falar de reality shows como Extreme Makeover e Dr. Hollywood, que fazem a transformação radical parecer algo tão simples quanto mudar o corte do cabelo. Nesses programas, passa-se ao largo dos riscos de complicações, da dor e do desconforto do pós-operatório.

Não é incomum que um cirurgião plástico acredite ser, além de médico, um artista capaz de operar prodígios. Há páginas de médicos na internet que se anunciam como "alquimistas da estética", seja lá isso o que for. Assim, é comum um paciente entrar na sala de operação para procedimentos pré-acertados com o cirurgião e sair de lá com a notícia de que "aproveitando a anestesia" ele foi um pouco além. "Em uma das lipoaspirações que fiz, entrei para corrigir a barriga e o culote, mas o médico acabou tirando gordura das costas e da parte interna das coxas", conta a paulistana Márcia Sanchez, de 42 anos, duas lipos, uma plástica no abdômen e três rinoplastias. "Em outra ocasião, pedi apenas para diminuir um pouco o dorso do nariz e o cirurgião levantou a ponta, deixando-o arrebitado contra a minha vontade", diz.

Por vender a idéia de que é possível ter o corpo dos sonhos, o rosto perfeito, a cirurgia plástica é uma das áreas mais lucrativas da medicina. Isso é bom porque favorece o desenvolvimento constante de novas tecnologias. E os avanços tornaram os procedimentos acessíveis a uma quantidade enorme de pessoas. O lado sombrio é que a busca por um ideal de beleza inatingível e pela eterna juventude alcançou proporções preocupantes. "A popularização da cirurgia plástica nos últimos anos motivou tanto os cirurgiões quanto os pacientes a pensar no corpo não como algo que pode, mas que deve ser melhorado", disse a VEJA o professor de comunicação John Jordan, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos Estados Unidos. Em uma cultura obcecada pela aparência (na verdade, por uma aparência pasteurizada) e juventude, as pessoas que não têm a intenção de mexer no próprio corpo passam por desleixadas. Esse tipo de distorção já motivou campanhas, entre os americanos, contra a obsessão pela plástica. Em uma delas, uma mãe exibe um cartaz ao lado das duas filhas, com a seguinte frase: "Eu não preciso de cirurgia plástica porque quero que minhas filhas se pareçam comigo".

Conselho dos médicos sérios para mulheres e homens que querem melhorar o aspecto físico, mas sem vestir a máscara da plástica? "A chave do rejuvenescimento está em evitar mudanças drásticas, principalmente no rosto", diz o cirurgião Prado Neto. Antes de mais nada, é preciso entender que o conceito de belo envolve proporção, simetria e equilíbrio. A beleza do rosto de uma mulher está nas maçãs salientes, nos lábios carnudos, nos seios razoavelmente fornidos. No rosto de um homem, ela está expressa principalmente na ossatura angulosa. Mas, como a face não é feita de estruturas isoladas, sua harmonia está no conjunto. Às vezes, uma rinoplastia para reduzir o nariz é uma péssima idéia. Dependendo do formato do rosto, o nariz pequeno destrói a simetria facial, ao criar a impressão de que os olhos ficaram próximos demais. Os famosos lábios de Angelina Jolie são resultado de uma combinação harmoniosa. No rosto de outra pessoa, podem ser – e são em grande parte das vezes – um desastre estético. É possível chegar enxuta (ou enxuto) aos 60 anos, sem destruir a beleza do tempo vivido. Feio é querer aparentar vinte anos a menos. Essa história nunca acaba bem. A menos, é lógico, que você ache a máscara da plástica um ótimo padrão estético.

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Contra as mulheres-travestis

O cirurgião Carlos Fernando Gomes de Almeida: "Ninguém vai a um cardiologista e pede duas pontes de safena e uma mamária. Por que fazem isso no consultório de um plástico?"
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O cirurgião plástico fluminense Carlos Fernando Gomes de Almeida, de 50 anos, é um dos mais requisitados do país. Boa parte da fama que conquistou se deve à sua técnica de lifting facial. Conhecido como "doutor mão leve", ele tem horror a exageros. Almeida deu a seguinte entrevista a VEJA.

O que pode e o que não pode no consultório de um cirurgião plástico?
Envelhecer mal, com muitas rugas, não combina com o padrão da atualidade. Por isso, acho compreensível a ansiedade das mulheres na faixa dos 50 anos que me procuram. A maior parte delas não está correndo desesperadamente atrás da juventude. Só quer envelhecer bem. Mas há um tipo de paciente que não sabe exatamente o que quer. Algumas se sentam na minha frente e me perguntam o que devem fazer. Não é assim que funciona.

E como é que funciona?
O ideal é que a paciente me diga o que a incomoda exatamente e aí, sim, eu avalie se o que ela quer é tecnicamente viável. Na maioria das vezes, não é. Mas o pior mesmo são as pacientes que vão aos consultórios como quem vai ao supermercado. Acham que plástica é como um produto sujeito à sua própria escolha e que cabe ao cirurgião executar os seus desejos, sem discussão. Ora, ninguém vai a um cardiologista e pede duas pontes de safena e uma mamária.

Por que fazem isso no consultório de um plástico? A que o senhor atribui as bizarrices que desfilam por aí? Você se refere às mulheres-travestis?
Ninguém as critica porque ninguém tem coragem de falar que aquilo está um horror. Se alguém muito próximo, como uma irmã, diz que o resultado não ficou bom, ela acha que é inveja. Surgiu até um novo biotipo feminino: ela tem cabelo liso loiro, nariz mínimo, boca grande, seios fartos e bumbum grande. E usa calça colada. São todas iguais. Parecem saídas da mesma fábrica. O curioso é que os próprios travestis estão fazendo o caminho inverso dessas mulheres. Eram absurdamente exagerados, com próteses grandes e lábios enormes, e agora tentam se aproximar das curvas e dos traços femininos normais.

Mas são os médicos que estão no comando dessa linha de produção. Os criadores dessas criaturas são os médicos, não há como negar. Se todos se ativessem a um padrão estético mais harmônico, as mulheres-travestis não existiriam. O que ocorre é que falta a muitos um critério de beleza mais apurado. Há também os que fazem o que as clientes pedem, não importando o resultado, porque só se interessam pelo pagamento. Não lhes falta senso estético, e sim ética.
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Entrar na faca e fazer bem à alma

Atribui-se ao médico italiano Gaspare Tagliacozzi, um dos pioneiros da cirurgia plástica, a primeira associação entre correção estética e melhora da auto-estima do paciente. "Faz bem ao espírito e à mente", escreveu em seu livro De Curtorum Chirurgia per Insitionem, publicado em 1597. Nele, Tagliacozzi relata com detalhes a técnica que desenvolveu para reconstrução de nariz. A maioria de seus pacientes era vítima de mutilações em duelos.

Os benefícios psicológicos de uma cirurgia plástica, quando bem feita e bem indicada, são mesmo inegáveis. A esteticista paulistana Delaine Nicolau, de 45 anos, sofreu com as orelhas de abano por mais de duas décadas. Na escola, era chamada de Dumbo, Noviça Voadora e Topo Gigio. Apesar de o problema poder ser reparado por volta dos 6 anos, quando a orelha atinge cerca de 80% do tamanho que terá na vida adulta, Delaine só se submeteu a uma intervenção aos 24 anos, quando recebeu seu primeiro salário. "Minha família sempre achou bobagem, dizia que eu era linda e que ninguém iria olhar para minhas orelhas. Mas o fato é que eu vivia me escondendo, usando faixas e lenços na cabeça", diz. "A cirurgia foi libertadora." A primeira coisa que Delaine fez depois da operação foi ir ao encontro dos amigos com os cabelos presos, num rabo-de-cavalo bem esticado.

A influência das intervenções estéticas sobre a auto-estima, no entanto, tem limitações. Recorrer à cirurgia cosmética com o intuito de resolver questões de ordem psicológica mais profunda invariavelmente dá errado. "O cirurgião plástico não deve tocar em pacientes que estão passando por problemas sérios ou por grandes mudanças na vida, como separação ou mudança de emprego", diz José Tariki, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "É grande a probabilidade de, nessas situações, a cirurgia ser um subterfúgio. Quando isso acontece, o risco de o paciente se arrepender é enorme, mesmo se os resultados forem bons." Na maioria das vezes, os pacientes recorrem ao cirurgião plástico com pedidos pertinentes. "Em 70% dos casos, as solicitações são absolutamente razoáveis", diz o cirurgião plástico João de Moraes Prado Neto.

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A boa plástica é aquela que passa despercebida. O aprimoramento das técnicas e do instrumental cirúrgico possibilita resultados muito próximos do natural. Há quinze anos, as próteses de silicone, por exemplo, costumavam deixar a mama endurecida. Hoje, isso só ocorre em 5% dos casos. A diferença está na qualidade do implante. As novas próteses são revestidas de uma esponja de poliuretano, material mais bem-aceito pelo organismo.

O lifting também passou por grandes mudanças técnicas. Antes, a cirurgia consistia no estiramento da pele, em direção às orelhas – o que conferia aos operados o aspecto de boneca. Agora, além da pele, os músculos superficiais da face são reposicionados. E o estiramento não é mais para o lado, mas em direção ao topo da cabeça, respeitando a anatomia do rosto. Todos esses avanços, é lógico, são anulados quando se parte para o excesso.

Durante parte da adolescência, a advogada paranaense Simone Fernanda Porto Machado, hoje com 36 anos, teve de conviver com um nariz que lhe desagradava. Por causa de um desvio de septo, o dorso era "alto demais", segundo ela. A imperfeição fez de Simone uma adolescente introvertida e retraída. Depois de passar pela rinoplastia, sua vida mudou. Tornou-se uma moça vivaz, alegre. Quatro anos atrás, após duas gestações, Simone voltou à mesa de operação. Queria recuperar os seios da juventude. "Depois de amamentar dois filhos, meus seios murcharam", diz a advogada. "Eu morria de vergonha do meu marido. Só dormia de sutiã." Com 1,64 metro de altura e 51 quilos, Simone hoje carrega (orgulhosíssima) 250 mililitros de silicone em cada mama. No mesmo procedimento, por sugestão do médico, a advogada tirou ainda um pouco de culote e de barriga. Ficou bom.

A cirurgia de embelezamento nasceu das operações reparadoras, como as executadas pelo dottore Tagliacozzi, lá no século XVI. Ela ganhou impulso durante a I Guerra Mundial, diante da escala incomensurável de soldados com danos faciais extensos. Na década de 1920, uma revista feminina americana publicou o primeiro artigo sobre as benesses das intervenções estéticas para o ego. O título "Por que envelhecer? O valor da face", estampado na publicação Ladies’ Home Journal, antecipava as chamadas de capa mais recorrentes das revistas femininas da atualidade.

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Quadro das técnicas: aqui.
Aberrações e outras nem tanto aqui.
Número máximo de procedimentos: aqui.

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